24 junho 2007

Da AMIZADE( nº 2 )


Tenho ouvido muitas vezes a referência à maior ou menor capacidade de fazer amigos e até já encontrei este item em fichas de avaliação de desempenho de certos funcionários mas nunca me identifiquei com a pesquisa deste tipo de informação porque não consigo compreender a correlação de fazer com amigos ou amizade. FAZER pressupõe construir, fabricar, edificar, manufacturar e por aí fora.Também pressupõe um plano, um projecto, e não se compadece com improvisação se não enveredar pelo método das tentativas, das étapas ou das fases. Ora não é com nenhuma espécie de planificação que a minha amizade por alguém existe. Ela nasce como consequência de muitas consequências e depois desabrocha lentamente como aquelas corolas que são fotografadas por um processo especial que as acompanha no desdobrar de cada pétala muito suavemente, muito lentamente, até que a flor aparece em todo o seu esplendor...E depois vai-se cultivando, acarinhando...e é-se AMIGO, sem que tenha sido preciso fabricar nada.
Mas, porque se é amigo, é que sempre temos que fazer muitas e muitas coisas com graus de dificuldade variáveis, sempre com graus de exigência elevados.
E porque creio neste brotar da amizade, sem pretender grandes explorações metafísicas, sei que
ela é geneticamente ( ! ! !) um dom da minha alma, das nossas almas...
Já não digo um dom que Deus me deu...Mas não é que, em dia de SÃO JOÃO ( joão= dom de Deus), acabou de se abrir toda uma corola que, aos poucos andava a desdobrar as suas múltiplas pétalas ?

1 comentário:

jj disse...

João/Joana - dom de Deus. :)

Jinhos.