26 fevereiro 2008

Morte

Ronda por aí
à nossa volta
a Morte,
mostrengo hediondo,
uivante,
predador
espectante
das nossas alegrias...

Cada sua passagem
arrebata,
profana,
dilacera
uma teia de vidas
sem viagem,
das que ficam no cais
vendo a outra partir...

Dói fundo a dor
feita de carne,
humana !
E ele fica
a pairar
pelas esquinas dos dias...

1 comentário:

jj disse...

Hum... ainda ontem à noite, antes de ir dormir, pensava que estava a morrer, tinha a certeza: a própria vida é que nos leva a isso - perder umas quantas peles e escamas e (re-)nascer outra pessoa, diferente...

Quero pensar que é tão somente a este tipo de morte que se refere. :)

Beijo e abraço grandes.