A todos os meus amigos, amores, parentes, ao grande AMOR, aos PAIS, a TODOS OS MEUS SANTOS que recordo no dia a ELES devotado...
02 novembro 2013
31 outubro 2013
31 DE OUTUBRO DE 2009
Ardeu como uma dor o sol de todo este dia...
Quem diria
que doi ainda assim a dor
que nos ardia
Quando tanto encurtou as nossas duas vidas ?
Quem diria
que doi ainda assim a dor
que nos ardia
Quando tanto encurtou as nossas duas vidas ?
20 outubro 2013
A batalha de Josué e eu
Retomando o registo das minhas meditações dominicais, após a missa, não posso deixar de reconhecer, como sempre, o quanto tantas situações do velho testamento estavam próximas do que hoje vivemos e de como podemos encontrar paralelos resultantes sempre duma eterna e imensa presença de Jesus nas nossas vidas. O Livro do Êxodo narra-nos aquela situação da luta contra os Amalecitas cujo campo de batalha era na base de uma colina, podendo assim Moisés controlar as sucessivas vitórias ou derrotas estando no alto da colina e levantando as mãos ao alto, para que vencesse Josué, podendo porém fazê-lo perder logo que baixava os braços, de cansaço.A entreajuda já era então uma força poderosa e ,ajudado Moisés a manter os braços erguidos para o céu, com o amparo deAarão e de Hur. a batalha foi vencida.
Na grande batalha que acabei de travar com estes amalecitas que me assaltaram ao caminho. quantas vezes não baixei os braços, sem forças nem coragem para os erguer ao céu ? Não fossem os médicos, as enfermeiras e enfermeiros. os analistas, técnicos e dietistas e depois os amigos, os visitadores e também os sacerdotes portadores sempre de uma mensagem do Espírito Santo, a ajudarem a manter as minhas mãos erguidas ,confiantes na divina misericórdia, teria eu vencido esta verdadeira guerra tão cheia de armadilhas para me aniquilarem...?
Na grande batalha que acabei de travar com estes amalecitas que me assaltaram ao caminho. quantas vezes não baixei os braços, sem forças nem coragem para os erguer ao céu ? Não fossem os médicos, as enfermeiras e enfermeiros. os analistas, técnicos e dietistas e depois os amigos, os visitadores e também os sacerdotes portadores sempre de uma mensagem do Espírito Santo, a ajudarem a manter as minhas mãos erguidas ,confiantes na divina misericórdia, teria eu vencido esta verdadeira guerra tão cheia de armadilhas para me aniquilarem...?
17 outubro 2013
A AUSÊNCIA
A ausência a que me referi na pequena apresentação que redigi ontem, apenas para quebrar a barreira de um tão grande espaço de tempo, levou-me até um acumular de novas aprendizagens que passarão de agora em diante a fazer uma parte do meu património cultural e sentimental perfeitamente equiparável a todo aquele que preencheu a minha vida até agora. Quanto o ser humano pode ser multifacetado e quanto nos podemos enganar ao avaliá-lo, julga-lo, amá-lo ou até desprezá-lo ! Seja como for, é com ele que partilhamos os nossos próprios anseios, defeitos, qualidades e êxitos, e assim a nossa aprendizagem começará sempre em nós mesmos, se soubermos ser atentos... Naquele dia de todos os desesperos em que chegámos a duvidar de Deus, quem ou o quê senão a nossa raiz humana nos fez retroceder e achar por fim consolação e paz no caminho recomeçado de tanta e tão acolhedora tradição '?
16 outubro 2013
13 junho 2013
SANTO ANTÓNIO E FERNANDO PESSOA
No ano de1195 nascia em Lisboa um rapazinho que batizaram com o nome de FERNANDO. De família, a nobreza do nome .De natureza, humilde.
Algum tempo mais tarde, em 1888, nascia também em Lisboa um outro rapazinho a quem também batizaram com o nome de FERNANDO.Só que este nasceu no dia 13 de Junho e aquele morreu no dia 13 de Junho, com 36 anos de uma piedosa vida que devotou a toda a espécie de santas obras, enquanto o outro viria a morrer com 47 anos de uma vida de dedicação ás letras e às mais exóticas extravagâncias filosóficas. Mas só pelas coincidências dos dias 13 do mesmo mês e a do nome de Fernando se apresentam muito juntos nas memórias laudatórias de muita gente que tenha alguma instrução religiosa e suficiente cultura literária para, juntando-os, saber separá-los. Até porque ao primeiro não se lembrarão todos que se chamava Fernando (de Bulhões), visto que é ANTÓNIO ( Santo António ) o nome que o eternizou .Agora, que Lisboa delira com festejos garridos, patuscadas, bailes, casamentos sumptuários, noitadas, desfiles e tudo o que a isto se liga, para celebrar o "seu" Santo António, pergunto a mim mesma se a doçura, a humildade, a enternecida caridade deste Santo não estarão exigindo dele umas excepcionais doses de paciência e de... perdão.
Se até o Fernando Pessoa se sentiu autorizado, nas suas QUADRAS AO GOSTO POPULAR a "meter.se" com o Santo, com um sorrisinho pouco próprio:
Santo António de Lisboa
era um grande pregador.
Mas é por ser SANTO ANTÓNIO
que as moças lhe têm amor.
10 junho 2013
Dez de Junho - pensar PortugaL. E Camões.
Dia de Camões ,
E porque ele pôs Vasco da Gama a explicar ao Rei de Melinde onde geograficamente se situava o país donde vinha, lembrei-me subitamente daquela outra exposição geográfica, tão interessante, feita por Pessoa :
A EUROPA jaz, posta nos cotovelos.
De Oriente a Ocidente jaz, fitando,
e toldam-lhe românticos cabelos
olhos gregos lembrando.
O cotovelo esquerdo é recuado;
O direito é em angulo disposto.
Aquele diz Itália onde é pousado,
este diz Inglaterra onde, afastado,
a mão sustenta em que se apoia o rosto.
Fita, com olhar esfíngico e fatal,
o Ocidente, futuro do passado.
O rosto com que fita...é PORTUGAL.
Bom, mas isto foi apenas uma "gracinha" de que me lembrei, reveladora de épocas, de personalidades, até de maneiras de amar !
Camões dizia assim ao curioso rei de Melinde , pela boca de Vasco da Gama, os dois em frente de um mapa material, não esteticamente metafórico como o de Pessoa .
Eis aqui, quase cume da cabeça
de Europa toda, o Reino Lusitano,
onde a terra se acaba e o mar começa
e onde Febo repousa no Oceano...
ESTA É A DITOSA PÁTRIA MINHA AMADA
á qual se o Céu me dá que eu, sem perigo,
torne com esta empresa já acabada,
acabe-se esta luz ali comigo !
Sabemos muito bem, dito em centenas de versos, assumido por uma tão aventureira vida, que o amor de Camões pela sua pátria era quase visceral e também sabemos que "tornou" enfraquecido e pobre tão pobre que "viveu de amigos",após o naufrágio e que o pagamento em dinheiro que lhe foi dado por Dom Sebastião, em recompensa de tão esplendorosa obra, chegou para ir quase que esconder-se a adoecer e morrer aos poucos, comendo as sopas que o velho Jau ia pedir de esmolas, sem ele saber... Quem viu um filme sobre a vida de Mozart deve lembrar-se da última cena em que se vê uma miserável carroça a transportar o corpo do músico e um cão caminhando ao lado, solitário... Com Camões far-se-ia um funeral semelhante, tendo Jau no lugar do cão.
Aquele belo túmulo que existe no Jerónimos e os turistas visitam, não tem Camões nenhum. Nunca se soube dos seus restos mortais, tendo ainda por cima o terramoto de 1755 desmantelado covas e cemitérios e nunca se tendo mais sabido também do velho e fiel Jau.
Este dia de Camões parece fazer, em cada ano, que eu o ame e admire sempre um pouco mais. Pelas suas qualidades, pela sua humilde sabedoria, pelo seu desprendimento, pela sua arte, pela sua galhardia...E, acima de tudo pela maneira de amar. A VIDA, AS MULHERES, O PAÍS .Morro com a PÁTRIA , parece ter dito. na coincidência da chegada da governação espanhola. Pois eu acho que se pode dizer que alguma coisa da pátria morreu com ele para sempre !
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E porque ele pôs Vasco da Gama a explicar ao Rei de Melinde onde geograficamente se situava o país donde vinha, lembrei-me subitamente daquela outra exposição geográfica, tão interessante, feita por Pessoa :
A EUROPA jaz, posta nos cotovelos.
De Oriente a Ocidente jaz, fitando,
e toldam-lhe românticos cabelos
olhos gregos lembrando.
O cotovelo esquerdo é recuado;
O direito é em angulo disposto.
Aquele diz Itália onde é pousado,
este diz Inglaterra onde, afastado,
a mão sustenta em que se apoia o rosto.
Fita, com olhar esfíngico e fatal,
o Ocidente, futuro do passado.
O rosto com que fita...é PORTUGAL.
Bom, mas isto foi apenas uma "gracinha" de que me lembrei, reveladora de épocas, de personalidades, até de maneiras de amar !
Camões dizia assim ao curioso rei de Melinde , pela boca de Vasco da Gama, os dois em frente de um mapa material, não esteticamente metafórico como o de Pessoa .
Eis aqui, quase cume da cabeça
de Europa toda, o Reino Lusitano,
onde a terra se acaba e o mar começa
e onde Febo repousa no Oceano...
ESTA É A DITOSA PÁTRIA MINHA AMADA
á qual se o Céu me dá que eu, sem perigo,
torne com esta empresa já acabada,
acabe-se esta luz ali comigo !
Sabemos muito bem, dito em centenas de versos, assumido por uma tão aventureira vida, que o amor de Camões pela sua pátria era quase visceral e também sabemos que "tornou" enfraquecido e pobre tão pobre que "viveu de amigos",após o naufrágio e que o pagamento em dinheiro que lhe foi dado por Dom Sebastião, em recompensa de tão esplendorosa obra, chegou para ir quase que esconder-se a adoecer e morrer aos poucos, comendo as sopas que o velho Jau ia pedir de esmolas, sem ele saber... Quem viu um filme sobre a vida de Mozart deve lembrar-se da última cena em que se vê uma miserável carroça a transportar o corpo do músico e um cão caminhando ao lado, solitário... Com Camões far-se-ia um funeral semelhante, tendo Jau no lugar do cão.
Aquele belo túmulo que existe no Jerónimos e os turistas visitam, não tem Camões nenhum. Nunca se soube dos seus restos mortais, tendo ainda por cima o terramoto de 1755 desmantelado covas e cemitérios e nunca se tendo mais sabido também do velho e fiel Jau.
Este dia de Camões parece fazer, em cada ano, que eu o ame e admire sempre um pouco mais. Pelas suas qualidades, pela sua humilde sabedoria, pelo seu desprendimento, pela sua arte, pela sua galhardia...E, acima de tudo pela maneira de amar. A VIDA, AS MULHERES, O PAÍS .Morro com a PÁTRIA , parece ter dito. na coincidência da chegada da governação espanhola. Pois eu acho que se pode dizer que alguma coisa da pátria morreu com ele para sempre !
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06 junho 2013
1 de junho - ALMOÇO em Santo Estevão
De tantas mudanças na minha vida, uma em que até já nem me lembro de pensar foi a dos passeios aos fins de semana, muitas vezes só ao domingo, para arejar pensamentos. esquecer os piores momentos da semana acabada, ou pura e simplesmente ver o MAR...Eram pequenos passeios e o mais que podia apetecer-nos era parar num sítio onde pudéssemos tomar um café a olhar para uma vista repousante. Por vezes saíamos de casa já com um programa traçado e aí íamos talvez almoçar e um pouco mais longe, mas sempre com duas orientações dominantes :uma vista calma e uma não muito longa distância. Hoje conheço muita gente que troça deste género de "passeios de domingo". Passou de moda. As pessoas descansam de outras maneiras, às vezes cansando-se...
E a que vem isto ?
Pois a um almoço de sábado para que fui convidada e em que ,embora não fôsse para ver o mar, me senti transportada para emoções parecidas a essas tão antigas, calmas, amigas, repousantes .rodeada de atenções e cuidados postos em mim de maneira a me fazerem sentir feliz, coisa que na minha idade vou perdendo o hábito de esperar...
Quem vai poder distinguir estes arvoredos, não sabendo nada de silvicultura ? Pois circulámos por uma bela estrada que segue do lado sul do Tejo por mais de trinta quilómetros sempre pelo meio de arvoredos de espécies variadas e de relvados( pastagens ?) frescos, densos, tratados, deixando escapar-se,ao passarmos, os vultos de algumas construções, mas também de animais( cavalos, touros) Em suma : aqueles quilómetros todos. vivos e pujantes eram nem mais nem menos do que uma coisa enorme que sempre conheci pelo nome de Companhia das Lezírias
E a que vem isto ?
Pois a um almoço de sábado para que fui convidada e em que ,embora não fôsse para ver o mar, me senti transportada para emoções parecidas a essas tão antigas, calmas, amigas, repousantes .rodeada de atenções e cuidados postos em mim de maneira a me fazerem sentir feliz, coisa que na minha idade vou perdendo o hábito de esperar...
Quem vai poder distinguir estes arvoredos, não sabendo nada de silvicultura ? Pois circulámos por uma bela estrada que segue do lado sul do Tejo por mais de trinta quilómetros sempre pelo meio de arvoredos de espécies variadas e de relvados( pastagens ?) frescos, densos, tratados, deixando escapar-se,ao passarmos, os vultos de algumas construções, mas também de animais( cavalos, touros) Em suma : aqueles quilómetros todos. vivos e pujantes eram nem mais nem menos do que uma coisa enorme que sempre conheci pelo nome de Companhia das Lezírias
Pois Santo Estevão com a amorosa casa que esperava por mim é encastoada em arvoredos desses, sonorizada por milhares de cânticos de tonalidades variadas, de milhares de aves que de todos aqueles espaços escolhem as suas preferências para nidificar juntando-se a tudo o perfume da multiplicidade de verdes, um cenário ideal para emoldurar pessoas que estavam felizes.
Não tinha eu então,no meio de tanta coisa boa, razão para voltar perto da noite para a minha casa, sentindo- me um mulher feliz ?
Até porque a felicidade de quem fazia anos e dos que lhe prodigalizavam tamanha alegria, irradiava como o aroma de um fruto que colhemos e matou por esse dia a nossa sede de vida contente e em paz ! ! !
02 junho 2013
2 DE JUNHO
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Escolhi as açucenas. E brancas. Era a simbologia sim senhor, mas era também o cumprimento de um sonho de adolescente. O que eu não sabia ou não lembrei, era que os estames amarelinhos polinizavam em amarelo, ao mais suave toque... imagine-se o que foi de riscos amarelos em todas aquelas lindas roupas de quem não queria deixar de abraçar a noiva ! Mas depois lá ficaram elas aos pés da imagem de Nossa Senhora, cumprindo a sua missão de mensageiras reverentes e advogadas de todas as minhas "causas".
Começou ali, a partir delas, o desenrolar de uma vida nova que antes eu não poderia ter conhecido. Foi há 66 anos ! Hoje também está um dia lindo e também faz vento...Neste constante rolar da Terra, vamos passando pelos mesmos referentes, sempre tão iguais nesta nossa memória ! Nós é que já não somos os mesmos: com tantas circunvoluções o físico vai sempre se desgastando nas múltiplas fricções... Resta porém o sol, o vento, a açucena... e lúcida memória que dá, isso dá, um tom sempre mais dolorido á saudade...
Um casamento
Foi primeiro um namoro de seis anos. Depois foi sempre assim, sob sol ou chuva, sob calor ou frio...
30 maio 2013
Dia do Corpo de Deus
Se ao longo da História fomos assistindo ( e aprendendo ) a uma quase permanente inter-acção dos governos dos Homens ou das suas concepções de governar com a matriz religiosa que ,junto deles, era condutora da presença da Igreja, não nos pudemos admirar quando, agora, nas profundas e múltiplas mudanças que uma nova forma de governar aconteceu neste nosso pobre país, ocorreu um ajustamento de dias de feriado que veio chocar com feriados que o respeito e a convicção religiosos deste povo há muito estavam acostumados a guardar. Houve pois uma procura
de entendimentos com respectivas cedências e o governo prescindiu de celebrar com descanso dois dias respigados do historial nacional , acordando a Igreja em tomar igual atitude referente aos seus dias dignos da tranquilidade propícia a mais longas e sentidas celebrações do que as quase diárias e habituais,
É assim que acontece hoje, dia em que os católicos celebram de certa maneira a instituição da Eucaristia, essa belíssima metáfora em que gostamos de milagrosamente fazer "corpo" com o que acreditamos ser o corpo do nosso Deus que vem até nós como nos prometeu Jesus... E é este todo a que chamamos O CORPO DE DEUS que achávamos merecer ser largamente saudado até nas ruas com esplendorosas procissões, por isso se procurava estar livre de trabalho, é este todo, repito, que agora nos não pode ser facultado, num qualquer chamado dia de trabalho.
Claro que festejar e celebrar, os nossos corações cristãos o estão fazendo, afinal no seu lugar fundamental que é o recôndito do nosso amor ao nosso Deus. Festas que exteriorizem tudo isto, logo as faremos ...quando for domingo.
de entendimentos com respectivas cedências e o governo prescindiu de celebrar com descanso dois dias respigados do historial nacional , acordando a Igreja em tomar igual atitude referente aos seus dias dignos da tranquilidade propícia a mais longas e sentidas celebrações do que as quase diárias e habituais,
É assim que acontece hoje, dia em que os católicos celebram de certa maneira a instituição da Eucaristia, essa belíssima metáfora em que gostamos de milagrosamente fazer "corpo" com o que acreditamos ser o corpo do nosso Deus que vem até nós como nos prometeu Jesus... E é este todo a que chamamos O CORPO DE DEUS que achávamos merecer ser largamente saudado até nas ruas com esplendorosas procissões, por isso se procurava estar livre de trabalho, é este todo, repito, que agora nos não pode ser facultado, num qualquer chamado dia de trabalho.
Claro que festejar e celebrar, os nossos corações cristãos o estão fazendo, afinal no seu lugar fundamental que é o recôndito do nosso amor ao nosso Deus. Festas que exteriorizem tudo isto, logo as faremos ...quando for domingo.
29 maio 2013
Este é o escritor MIA COUTO.
Sou sua "fã" entusiasta desde o seu primeiro livro que me veio ter às mãos e se chama MARMEQUER.
Agora foi-lhe atribuído o PRÉMIO CAMÕES deste ano .Estou cada vez mais convencida do acerto das escolhas que faço em matéria de autores, visto que , na longa lista dos "já lidos " ou "estudados" quer por simples prazer ou curiosidade interessada, quer por interesse pedagógico - profissional, nessa lista, repito, estão todos aqueles que estes júris luso-brasileiros vêm premiando como os melhores desde o ano de 1988 se me não engano. Sei que o primeiro foi o " meu grande amor" MIGUEL TORGA e daí para a frente, SOPHIA, Jorge AMADO. EDUARDO LOURENÇO. UBALDO RIBEIRO. MARIA VELHO DA COSTA, AGUSTINA, e mais. e mais, cada um por sua particularidade.... E este Mia Couto, qual foi o seu "isco" para me prender tanto assim ? Sem dúvida nenhuma a extraordinária criação de uma língua portuguesa colorida das mais inesperadas deambulações que ao autor chegam como marcas do seu Moçambique falante ou adaptações de sonorizações ( tipo onomatopeias ) também vozear da sua terra .De tudo isto resulta uma alegria na prosa, na língua, e uma dinâmica que não encontrei nunca em mais ninguém. Este é de facto um prémio de excelência, para mim na maravilha do amor a uma língua que se ama e se vê "enfeitada" mas não adulterada. Por tudo isto, fiquei feliz com a atribuição deste prémio e vou dizer isso a quem me quiser ouvir...
e
Sou sua "fã" entusiasta desde o seu primeiro livro que me veio ter às mãos e se chama MARMEQUER.
Agora foi-lhe atribuído o PRÉMIO CAMÕES deste ano .Estou cada vez mais convencida do acerto das escolhas que faço em matéria de autores, visto que , na longa lista dos "já lidos " ou "estudados" quer por simples prazer ou curiosidade interessada, quer por interesse pedagógico - profissional, nessa lista, repito, estão todos aqueles que estes júris luso-brasileiros vêm premiando como os melhores desde o ano de 1988 se me não engano. Sei que o primeiro foi o " meu grande amor" MIGUEL TORGA e daí para a frente, SOPHIA, Jorge AMADO. EDUARDO LOURENÇO. UBALDO RIBEIRO. MARIA VELHO DA COSTA, AGUSTINA, e mais. e mais, cada um por sua particularidade.... E este Mia Couto, qual foi o seu "isco" para me prender tanto assim ? Sem dúvida nenhuma a extraordinária criação de uma língua portuguesa colorida das mais inesperadas deambulações que ao autor chegam como marcas do seu Moçambique falante ou adaptações de sonorizações ( tipo onomatopeias ) também vozear da sua terra .De tudo isto resulta uma alegria na prosa, na língua, e uma dinâmica que não encontrei nunca em mais ninguém. Este é de facto um prémio de excelência, para mim na maravilha do amor a uma língua que se ama e se vê "enfeitada" mas não adulterada. Por tudo isto, fiquei feliz com a atribuição deste prémio e vou dizer isso a quem me quiser ouvir...
e
26 maio 2013
SABEDORIA
«Quando eu nasci, ainda os abismos não existiam, nem corriam as nascentes de águas abundantes... eu fui concebida antes de o Senhor pôr diques no mar e delimitar a extensão do abismo...Eu estava a seu lado, como um arquitecto e deleitando-me com a sua presença e as minhas delícias eram viver com os filhos dos homens...»
Extracto do livro da SABEDORIA que fazia parte da liturgia deste domingo especialmente votado à celebração da Santíssima Trindade.
Com o estilo característico dos livros do Antigo Testamento, grava bem fundo o quanto devemos à presença da Sabedoria de Deus de que podemos usufruir se formos atentos e prudentes em não esquecer o laço do grande Amor de Deus por nós, a "teia" em que somos envolvidos pela presença do Espírito Santo ao nosso lado,como arquitecto emanado para nossa SABEDORIA.
Extracto do livro da SABEDORIA que fazia parte da liturgia deste domingo especialmente votado à celebração da Santíssima Trindade.
Com o estilo característico dos livros do Antigo Testamento, grava bem fundo o quanto devemos à presença da Sabedoria de Deus de que podemos usufruir se formos atentos e prudentes em não esquecer o laço do grande Amor de Deus por nós, a "teia" em que somos envolvidos pela presença do Espírito Santo ao nosso lado,como arquitecto emanado para nossa SABEDORIA.
19 maio 2013
Domingo de PENTECOSTES
50 dias depois da Ressurreição e 10 dias depois da sua Ascensão. estando os apóstolos reunidos no Cenáculo com portas e janelas bem fechadas, quais conspiradores receosos de serem "apanhados",. aparece Jesus no meio deles com toda a naturalidade, simplesmente cumprindo o que uma vez lhes dissera ( não vos deixarei órfãos ). Contam-nos os Actos dos Apóstolos que se ouviu então o ruido de uma forte rajada de vento logo seguido do aparecimento de umas pequenas línguas de fogo pairando sobre as cabeças de cada um deles ...Tudo isto é tão fascinante, tão do domínio do apenas possível se miraculoso, que não nos admiramos nada quando, em consequência do acontecido, somos informados de que cada um daqueles homens, tão rudes quanto puros, começou a falar cada um sua língua , passando a poder entender Partos, Medos, Elamitas, naturais da Capadócia, do Ponto, da Ásia, da Frígia e da Panfília e também da Líbia, de Cirene, Creta ou Roma... Isto é, quis Deus uma possibilidade de entendimento entre todos os Homens. enviando-.lhes o seu Espírito através do seu Filho que tudo fizera, enquanto no Mundo, para que os Homens se reconhecessem mutuamente como criaturas para um Espírito de Amor e Paz.
Dois mil anos por cima de tudo o que hoje recordámos, que espécie de "fogo" seria necessária para incendiar os corações dos HOMENS que parece nunca se terem deixado sequer abordar pela espantosa ternura do Espírito Santo?
Dois mil anos por cima de tudo o que hoje recordámos, que espécie de "fogo" seria necessária para incendiar os corações dos HOMENS que parece nunca se terem deixado sequer abordar pela espantosa ternura do Espírito Santo?
16 maio 2013
Quando acontece um fim
Sempre pensei, e sei que o disse repetidas vezes a quem me ouvia,. que uma das principais razões que me levavam a não ter vontade de envelhecer era a dor que me causaria ter tempo para ver envelhecerem ou perderem qualidades aqueles que amava ou de quem apenas era amiga. De assistir ao seu desaparecimento desta vida, isso então não queria nem pensar .Lembro-me de ficar acordada longamente a pensar nessas situações e por vezes só conseguia adormecer arranjando para mim a solução ideal : eu morreria antes ...
Como tudo está tão bem organizado que nós vamos acompanhando os que envelhecem quase sem nos apercebermos, se acaso eles não dão disso sinais flagrantes ou notáveis ! E somos nós que os vamos acompanhando também sem quase perceber... Mas lá vem um dia em que ficamos subitamente cara a cara com a primeira realidade: é um primo que adoece muito, uma amiga dos Pais que desaparece... E foi o princípio do cair das folhas das árvores circundantes. Quando chega mesmo à nossa beira a sucessiva aragem que os vai fazendo cair, agora um, logo outro, uns por isto, outros por aquilo, os que estimamos, os que nos habituámos a ver vivos, os que amámos tanto,,,! Aí só se formos muito distraídos é que não pensamos mesmo em nós e lá ocorre o que sempre pensáramos em novos...Só que estamos cá, e a sofrer como não se explica... Perde-se o amor todo, filial, fraternal, social, amante, amigo... o que dava graça, luz e cor às nossas vidas...Foi agora que perdi mais um dos que eram folhas vivas, intensas ligações a coisas tantas.. A seguir ao Natal desaparecera aquela amiga de tantos risos e de tantas lágrimas muito só nossas para a vida e para agora, que ela se foi..E de novo a dor minha e solidária pelo que deixou de ser, pelo que se perdeu, às vezes pelo que nunca foi... Restam as memórias. Essas vou defendê-las todas até me ser consentido.
Porque no princípio e no fim de todas as coisas criadas há um DEUS que nos guarda e nos aguarda. Com isso contamos. Por isso nos amamos e nos amámos.Por isso somos família, irmãos, até...
a
Como tudo está tão bem organizado que nós vamos acompanhando os que envelhecem quase sem nos apercebermos, se acaso eles não dão disso sinais flagrantes ou notáveis ! E somos nós que os vamos acompanhando também sem quase perceber... Mas lá vem um dia em que ficamos subitamente cara a cara com a primeira realidade: é um primo que adoece muito, uma amiga dos Pais que desaparece... E foi o princípio do cair das folhas das árvores circundantes. Quando chega mesmo à nossa beira a sucessiva aragem que os vai fazendo cair, agora um, logo outro, uns por isto, outros por aquilo, os que estimamos, os que nos habituámos a ver vivos, os que amámos tanto,,,! Aí só se formos muito distraídos é que não pensamos mesmo em nós e lá ocorre o que sempre pensáramos em novos...Só que estamos cá, e a sofrer como não se explica... Perde-se o amor todo, filial, fraternal, social, amante, amigo... o que dava graça, luz e cor às nossas vidas...Foi agora que perdi mais um dos que eram folhas vivas, intensas ligações a coisas tantas.. A seguir ao Natal desaparecera aquela amiga de tantos risos e de tantas lágrimas muito só nossas para a vida e para agora, que ela se foi..E de novo a dor minha e solidária pelo que deixou de ser, pelo que se perdeu, às vezes pelo que nunca foi... Restam as memórias. Essas vou defendê-las todas até me ser consentido.
Porque no princípio e no fim de todas as coisas criadas há um DEUS que nos guarda e nos aguarda. Com isso contamos. Por isso nos amamos e nos amámos.Por isso somos família, irmãos, até...
a
09 maio 2013
Dia da EUROPA
Haverá uma geração á qual este dia nada lembra, nada diz.
A minha geração recorda...
BETHOVEN certamente não podia adivinhar que a sua NONA viria a transformar-se num hino tão empolgante...
Mas um pequeno momento dedicado a recordar factos, homens e música, todos criadores de esperanças e alegrias, faz-nos bem hoje aos que sentimos a Europa a esboroar.se sem que saibamos como evitá-.lo
Por isso aqui queremos marcar presença.. Somos nós, ainda !
Jean Monnet e Robert Schumann como serão ainda lembrados se não for a nossa geração a falar de como era inteligente, humano, sério e promissor o seu projecto, alicerçado ainda por cima numa cultura de espírito e não só de matéria ? !
A minha geração recorda...
BETHOVEN certamente não podia adivinhar que a sua NONA viria a transformar-se num hino tão empolgante...
Mas um pequeno momento dedicado a recordar factos, homens e música, todos criadores de esperanças e alegrias, faz-nos bem hoje aos que sentimos a Europa a esboroar.se sem que saibamos como evitá-.lo
Por isso aqui queremos marcar presença.. Somos nós, ainda !
Jean Monnet e Robert Schumann como serão ainda lembrados se não for a nossa geração a falar de como era inteligente, humano, sério e promissor o seu projecto, alicerçado ainda por cima numa cultura de espírito e não só de matéria ? !
Dia da Espiga
O DIA DA ASCENSÃO DE JESUS VEIO ABRIR UM NOVO CICLO PARA A S NOSSAS VIDAS...
ASSIM , POR ESTA ALTURA, A NATUREZA ABRE O SEU CICLO DE RENOVO E ISSO ERA CELEBRADO ALEGREMENTE PELOS PAGÃOS. OS PRIMEIROS CRISTÃOS APROVEITARAM CELEBRAR EM MUITAS DATAS OU ÉPOCAS SIMILARES, FESTAS DE SEMELHANTE SIMBOLISMO, CURIOSAMENTE TENDO TODAS MUITO A VER COM A TERRA E AQUILO QUE,DA SUA GENEROSA CADEIA DE PRODUTIVIDADE., OS SERES HUMANOS PODIAM ESPERAR E USUFRUIR.
NÃO É OUTRO O RECADO DESTE CÚMULO ESPIGA( UM BOUQUET DE SÍMBOLOS) E ASCENSÃO DE JESUS. .
ASSIM , POR ESTA ALTURA, A NATUREZA ABRE O SEU CICLO DE RENOVO E ISSO ERA CELEBRADO ALEGREMENTE PELOS PAGÃOS. OS PRIMEIROS CRISTÃOS APROVEITARAM CELEBRAR EM MUITAS DATAS OU ÉPOCAS SIMILARES, FESTAS DE SEMELHANTE SIMBOLISMO, CURIOSAMENTE TENDO TODAS MUITO A VER COM A TERRA E AQUILO QUE,DA SUA GENEROSA CADEIA DE PRODUTIVIDADE., OS SERES HUMANOS PODIAM ESPERAR E USUFRUIR.
NÃO É OUTRO O RECADO DESTE CÚMULO ESPIGA( UM BOUQUET DE SÍMBOLOS) E ASCENSÃO DE JESUS. .
06 maio 2013
Dia da Mãe nº 2
Foi ontem o Dia da Mãe e, como os que me lêem já perceberam, eu tenho normalmente como ponto de partida para os meus posts os variadíssimos dias de que agora aparecem a cada esquina dos meses, das semanas e até dos dias. Mas quero aqui deixar como ponto assente sem possível contradita que há para mim dois grupos distintos desigualmente merecedores de respeito: o daqueles que vão sendo criados à justa medida de quaisquer interesses comerciais ou políticos e o dos que sentidamente o nosso coração quer celebrar, porque brotam de recordações de amores quer a pessoas, quer a pontos fortes da nossa fé, quer a tradições a que estamos ligados desde que nascemos.
É deste grupo, o Dia da Mãe. Pois como não fora ?
Viram a braçada de flores que ali deixei ontem ? Eram muitas. E eu acho sempre pouca qualquer homenagem que eu faça neste Dia. Sabem que eu tive duas MÃES ? A que me deu á luz e A que me ensinou tudo o que eu sei de ser mulher...
Neste preciso momento da minha vida, vivendo eu num prédio com oito andares, vive por cima do meu andar um jovem casal de psicólogos ,pai e mãe de duas pequeninas gémeas agora com dois anos de vida... Fico, sempre que posso, a olha-las e a ver-me, a imaginar-me, mais ou menos assim, quando, ao colo de meu pai, aprendi o que era não mais ter aquela Mãe que me mimava tanto !
Cresci de pai para avós e criaditas de brincar... Cresci três anos mais . E então o meu Pai veio buscar-me para me dar uma Mãe nova. Era realmente muito novinha, mas o meu Pai também era tão novo ! Foi com essa Mãe que aprendi a Vida. Fiz-me mulher. dizia o meu Pai que "uma senhora"...
É deste grupo, o Dia da Mãe. Pois como não fora ?
Viram a braçada de flores que ali deixei ontem ? Eram muitas. E eu acho sempre pouca qualquer homenagem que eu faça neste Dia. Sabem que eu tive duas MÃES ? A que me deu á luz e A que me ensinou tudo o que eu sei de ser mulher...
Neste preciso momento da minha vida, vivendo eu num prédio com oito andares, vive por cima do meu andar um jovem casal de psicólogos ,pai e mãe de duas pequeninas gémeas agora com dois anos de vida... Fico, sempre que posso, a olha-las e a ver-me, a imaginar-me, mais ou menos assim, quando, ao colo de meu pai, aprendi o que era não mais ter aquela Mãe que me mimava tanto !
Cresci de pai para avós e criaditas de brincar... Cresci três anos mais . E então o meu Pai veio buscar-me para me dar uma Mãe nova. Era realmente muito novinha, mas o meu Pai também era tão novo ! Foi com essa Mãe que aprendi a Vida. Fiz-me mulher. dizia o meu Pai que "uma senhora"...
Hoje aqui estou, uma "velha senhora" e quantos e quantos Dias da Mãe eu as recordo, mesmo sem ser a oficial data para tal ! Como seria bom, se fosse possível tê-las comigo aqui !Quanta falta delas estou sentindo agora ! Não há flores que cheguem para explica-lo ! ! !
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